Bom dia gente, domingo escandalosamente lindo para
vocês.
Eu hoje trouxe do site Minha Vida, por sua
especialista Dra Andrea Hercowitz – Pediatria esse texto muito esclaredor sobre
a Vacina contra HPV que é muito importante para meninos e meninas a partir dos
nove anos.
Nessa oportunidade a autora tira nossas dúvidas
sobre a vacinação e entenda quais problemas ela ajuda a prevenir.
Vejamos com atenção os detalhes.
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Dra Andrea Hercowitz – Pediatria |
A desse mês de março de 2014 as Unidades Básicas de
Saúde passam a oferecer a vacina contra o HPV, que já é oferecida na rede
privada há alguns anos. Com forte apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria e
suas filiais, da Sociedade Brasileira de Imunização e da Organização Mundial da
Saúde, a vacina estará disponível a partir do dia 10. No primeiro ano,
abrangerá meninas de 11 a 13 anos, em 2015 será voltada para meninas de nove a
11 anos e a partir de 2016 para garrotas a partir dos nove anos. Devido à
divulgação da campanha, tanto os pais quanto os adolescentes tem tido muitos
questionamentos, alguns dos quais discuto a seguir:
O que é o HPV?
O HPV é um vírus cujo nome é Papiloma Vírus Humano.
Sua transmissão se dá principalmente por via sexual, sendo o responsável por
casos de câncer de colo de útero, além de câncer de vulva, vagina, ânus, pênis
e orofaringe. Além disso, é também responsável pelas verrugas genitais
conhecidas como condiloma acuminado. Cerca de 50% dos indivíduos, homens ou
mulheres, terá contato com algum tipo de HPV após 2 anos de vida sexual ativa.
Quem deve receber a vacina contra o HPV?
Existem dois tipos de vacina contra o HPV, a
quadrivalente, recomendada para meninos e meninas entre nove e 26 anos de idade
e a bivalente, para meninas e mulheres a partir dos 10 anos de idade. Todos os
indivíduos nesta faixa etária deveriam receber a vacina. Hoje, sabe-se que a
resposta imunológica à vacina é melhor quando aplicada até os 15 anos de idade,
o que não contra indica a sua aplicação para os demais.
Porque os meninos devem receber a vacina contra o
HPV?
Os meninos devem receber a vacina para sua proteção
contra os canceres de pênis, ânus e garganta e contra as verrugas genitais.
Além disso, por serem os responsáveis pela transmissão do vírus para suas
parceiras, ao receber a vacina estão colaborando com a redução da incidência do
câncer de colo de útero e vulva nas mulheres.
Qual a diferença entre as vacinas?
A vacina contra HPV bivalente é composta pelos
vírus 16 e 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero. A
vacina contra HPV quadrivalente é composta pelos vírus 16, 18, 6 e 11, os 2
últimos causadores das verrugas genitais em 90% dos casos. A vacina oferecida
nos postos de saúde é a quadrivalente.
Quais são os efeitos colaterais desta vacina?
O principal efeito colateral desta vacina é a dor
no local da aplicação. Pode ocorrer febre e mal estar nos primeiros dias, mas
são efeitos pouco comuns. Os relatos de desmaios estão associados à ansiedade e
dor, sendo bastante comuns em adolescentes que apresentam medo de agulhas
diante de qualquer situação de medicamentos injetáveis ou coleta de exames.
Quem já iniciou a vida sexual não pode mais tomar a
vacina?
A vacina pode e deve ser recebida por todos, mesmo
aqueles que já iniciaram a vida sexual ativa. Recomenda-se a vacinação antes para
uma prevenção mais eficaz, mas não existe nenhuma contraindicação para quem já
é sexualmente ativo.
E quem já teve HPV, pode tomar a vacina?
Sim, a vacina pode e deve ser recebida mesmo por
aqueles que já tiveram infecção pelo HPV. Ela não será útil para o tipo já
adquirido, mas fará a proteção contra os demais.
Vacinar crianças não estimula o início da vida
sexual precoce?
Vacina contra HPV reduz riscos de câncer anal
Não. Vacinar os jovens contra doenças
infectocontagiosas é um dever dos pais e não tem influência na decisão de ter
ou não atividade sexual. A hepatite B, por exemplo, é uma doença transmitida
por via sexual cuja vacina é aplicada em todos os bebês no momento do seu
nascimento, ainda na maternidade.
Quando os adolescentes decidem ter uma relação
sexual o fazem independente de terem ou não recebido as vacinas necessárias e
por isso é melhor estarem orientados com relação à prevenção de gravidez e DSTs
(doenças sexualmente transmissíveis), além de estarem devidamente vacinados.
Qual o esquema da vacinação contra o HPV?
O esquema tradicional, utilizado há anos e com
excelentes resultados é: 0, 2 e 6 meses, ou seja, aplica-se a 1ª dose, 2 meses
após a segunda dose, 4 meses após a segunda (e seis meses após a primeira)
aplica-se a terceira dose. O Ministério da Saúde aprovou a vacinação em um
esquema diferente, aparentemente eficaz, mas ainda em fase de estudo: 0, 6 e 60
meses. As clínicas particulares seguem a orientação de 0, 2 e 6 meses.
Se já se tiver iniciado a vacinação na rede
privada, pode completá-la na rede pública? Sim, se as doses aplicadas foram da vacina
quadrivalente, o esquema vacinal poderá ser finalizado na rede pública. Para as
famílias que optarem pelo esquema tradicional de 0, 2, 6 meses, também será
aceito que se faça a primeira e última doses no posto de saúde e a segunda dose
em clínicas particulares.
Obrigada desde já a Dra Andrea Hercowitz – Pediatria
e ao site Minha Vida pelos excelentes esclarecimentos.
Beijão meninas e meninos, obrigada pela atenção e
até amanhã com muito amor.
Lady Chic
Por
Beth Vasconcelos
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