Olá Ladys Chics do meu
coração, bom domingo para vocês.
Hoje falaremos sobre Raiva:
explodir ou guardar?
O crédito é do site Minha
Vida por Miriam Barros – Psicologia.
A autora afirma que interpretar
esse sentimento ajuda a manter os relacionamentos e lidar com as tristezas.
Vamos ver os detalhes.
DRA. MIRIAM BARROS |
A raiva é um dos
sentimentos mais comuns e também um dos mais negados e difíceis de lidar.
Normalmente, as pessoas ficam entre dois extremos: extravasar a raiva ou
contê-la. Mas nenhuma dessas duas alternativas deve ser seguida ao extremo,
pois podem prejudicar a própria pessoa e abalar o relacionamento com outros.
Entenda por que e saiba a melhor forma de lidar com essa situação.
Sem controle
Extravasar a raiva sempre
que ela surgir, como alguns aconselham, não é adequado e nem sábio. Isso pode
até gerar um alívio momentâneo, mas, e depois? Grandes estragos são feitos nos
relacionamentos em nome desse "extravaso". Uma palavra falada num tom
agressivo, mesmo que num momento de raiva, pode estragar amizades e criar
muitas barreiras.
Existem alguns distúrbios
psiquiátricos nos quais as pessoas não conseguem conter seus impulsos
agressivos, é o caso do distúrbio explosivo intermitente, por exemplo. A pessoa
não consegue controlar seus impulsos agressivos e tem momentos de explosões
raivosas, destruindo objetos ou agredindo pessoas. Nesses casos, é preciso
fazer tratamento psicoterápico e até medicamentoso para conseguir conviver em
família e sociedade sem causar danos a si ou a terceiros.
Infelizmente o que vemos é
que grande parte das pessoas que agridem verbal ou fisicamente filhos,
cônjuges, pais, amigos e conhecidos não possuem tal distúrbio. São pessoas que
não aprenderam desde pequenos a lidar com as frustrações que fazem parte da
vida e do convívio social.
Sentimento sufocado
"Se você fizer uma análise
honesta sobre o que o deixou com raiva, encontrará uma tristeza por alguma
perda, uma expectativa que não se concretizou, uma rejeição, uma mágoa e muitas
outras coisas que nos entristecem."
No outro extremo, estão
pessoas que não conseguem expressar um mínimo de descontentamento ou raiva
diante daquilo que as prejudica ou fere. Essas pessoas sofrem porque não querem
ver o outro sofrer. Elas acreditam que dizer "não" e manifestar
indignação ou raiva são atitudes que farão delas uma pessoa "má".
Normalmente, essas pessoas buscam a psicoterapia porque se sentem sufocadas e
têm dificuldade de reagir.
Equilíbrio de forças
O difícil, mas não
impossível, é encontrar um equilíbrio entre esses dois extremos. A raiva é um
sentimento que tem sua função no psiquismo. Ela sinaliza que fomos
injustiçados, traídos, rejeitados, caluniados... E por aí vai. Além disso, todo
sentimento de raiva esconde uma tristeza por trás dele. É só você parar e
pensar na última vez que sentiu raiva. Se você fizer uma análise honesta sobre
o que o deixou com raiva, encontrará uma tristeza por alguma perda, uma
expectativa que não se concretizou, uma rejeição, uma mágoa e muitas outras
coisas que nos entristecem.
É muito mais fácil
reconhecer que estamos com raiva do que tristes. A raiva nos dá a sensação de
sermos fortes e poderosos. Muitas pessoas acreditam que, se disserem que estão
tristes, parecerão frágeis e vulneráveis perante os outros. No entanto, é
preciso questionar essa crença. A nossa força não está na raiva, mas sim na coragem
de tomar consciência dos próprios sentimentos e daquilo que nos faz sofrer e,
se possível, encontrar um jeito de lidar com isso.
É claro que existem muitas
situações que são de extrema violência ou abuso contra nós ou contra outros que
merecem a nossa explosão. A maioria das questões que vivemos no cotidiano,
porém, poderia ser resolvida de forma mais construtiva, ouvindo a tristeza que
está por trás da nossa raiva.
Embora seja difícil, esse
exercício favorece os relacionamentos. Se conseguirmos falar para o outro o que
nos deixou triste e que não queremos mais que aquilo aconteça, em vez de
explodir e colocar para fora toda a nossa raiva, evitaríamos muitos
rompimentos, mal entendidos e distanciamentos nos relacionamentos.
Nosso carinho e muito obrigado à Dra Miriam Barros pela brilhante elucidação.
Então está explicado
meninas. Boa Sorte para todas
Lady Chic
Por
Beth Vasconcelos
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