terça-feira, 29 de novembro de 2011

GESTAÇÃO TARDIA - TENDÊNCIA SOCIAL


Bom dia amigas.

Hoje eu trouxe do Delas, artigo do Bruno Folli, iG São Paulo, matéria interessante onde se afirma que a gravidez após os quarenta nos está virando tendência social.

Segundo o artigo o índice de gestações tardias saltou de 5% para 16% nos últimos quarenta anos.

Acompanhem os detalhes.

Por mais que os médicos alertem sobre os riscos de uma gravidez tardia, após os 35 anos, números recentes mostram que esse comportamento tem crescido e está se firmando como uma tendência social.

No universo das celebridades, não poderia ser diferente. O anúncio das gestações da mulher do ator John Travolta, Kelly Preston, aos 47 anos, e da cantora canadense Celine Dion, aos 43, renovou a esperança de muitas quarentonas que tentam engravidar.

“Quando uma celebridade torna pública sua opção de engravidar depois dos 40 anos, ela pode influenciar outras mulheres a fazer o mesmo”, analisa Laise Potério, psicóloga da Unicamp. "Além disso, a mulher ganha confiança com os avanços da medicina", conclui.

A gravidez madura das duas famosas reacendeu também a discussão sobre os riscos e benefícios da maternidade tardia. Em São Paulo, o Hospital das Clínicas registrou um crescimento superior a três vezes nos atendimentos de gestações tardias. O índice saltou de 5%, na década de 1970, para 16,6%. Em Goiás, outro estudo mostra um salto ainda maior, de cinco vezes nos últimos 10 anos.

“Muitas mulheres têm postergado a gestação para se dedicar à profissão e alcançar uma vida estável”, afirma Waldemar Naves do Amaral, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH).

O ginecologista conta que a medicina tem se preparado cada vez mais para lidar com a nova e delicada realidade. “Quando a mulher decide fazer uma fertilização in vitro, ela pode identificar o risco de anomalias genéticas antes do embrião ser implantado”, comenta. Na técnica chamada PGD, por exemplo, uma célula é retira do embrião para analisar anomalias. Assim, muitos problemas podem ser evitados.

Mas se a gestação já tiver ocorrido, a mulher deve passar por um rastreamento de anomalias. “São exames de sangue e de ultrassom que apontam o risco de doenças genéticas”, explica Eduardo de Souza, obstetra do Hospital São Luiz. Se constatado o risco, a mulher pode passar por exames invasivos, porém mais precisos.

“Existem três procedimentos. Um deles, feito no segundo mês, retira um pedaço da placenta. Outro, após o terceiro mês, analisa o líquido amniótico. E o último, no quarto mês, retira sangue do cordão umbilical”, detalha o ginecologista. Todos são feitos com o mesmo objetivo: identificar problemas genéticos.

Aos 20 anos, o risco de anomalias genéticas é de 0,5%. O índice dobra aos 35 anos, passa para 2% aos 37 anos, chega a 5% aos 40 anos e alcança 10% aos 44 anos. A principal anomalia é a Síndrome de Down, mas há também as síndromes de Edwards e de Patau, entre outras.

“Quando a doença tem mortalidade próxima de 100%, a mulher pode procurar em juízo uma liminar para interromper a gravidez”, diz o presidente da SBRH. Outros casos, como problemas na frequência cardíaca, podem ser resolvidos ainda na gestação. E anomalias como lábio leporino e pé torto são corrigidos após o nascimento.

O preparo antes da gestação também é fundamental. Isso porque o risco de abortamento salta de 10%, em mulheres de 20 anos, para 40%, aos 40 anos. “A mulher precisa estar com o metabolismo adequado, dentro do peso recomendado e em boas condições físicas”, enumera Souza. Isso vai contar em favor da própria fecundação, que tem apenas 40% de sucesso aos 40 anos. Em jovens de 20 anos, o índice chega a 80%.

Embora o foco das preocupações seja a saúde do feto, a saúde da mulher também corre riscos maiores em gestações tardias. “Ela pode ter hipertensão, alterações cardíacas e diabetes”, conta Naves do Amaral.

Apesar dos riscos, a gravidez tardia tem suas vantagens. “Ela costuma ser algo planejado. A mulher se considera mais preparada para receber um filho e para cuidar dele. Esse aspecto emocional é muito importante”, avalia Naves do Amaral. "Não que as mulheres mais novas não estejam preparadas, mas quando a gestação é planejada, ela pode ser mais tranquila", comenta Laise.

Abraçando a todas com muito carinho, prometo voltar amanhã com outros assuntos interessantes.

Lady Chic

Por

Beth Vasconcelos

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